Polícia investiga série de ataques a veículos na rua em Santa Catarina

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Depois de uma trégua nas ações terroristas e da prisão de quase 200 envolvidos em atentados atribuídos ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense), a atenção da Polícia Civil se volta agora ao dia três de março, quando a facção criminosa completa dez anos. Conforme o delegado geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, o aparato policial está atento a todas as ocorrências relacionadas com os atentados. “As investigações nunca param”, resumiu o policial.

Ávila confirmou que a cúpula da Polícia Civil havia sido informada em janeiro de que alguma coisa iria acontecer no aniversário da facção criminosa, e determinou à Deic (Diretoria de Estadual de Investigações Criminais), braço direito da instituição, uma criteriosa investigação. Para a missão, o diretor da especializada, Akira Sato, trouxe o delegado da 1ª DP da Capital, Antônio Cláudio de Seixas Jóca, e convocou o delegado da Procópio Batista da Silveira Neto.

Os dois policiais investigavam a movimentação do primeiro ministério da facção, presos em São Pedro de Alcântara, quando foram surpreendidos pelos primeiros ataques em Balneário Camboriú, Grande Florianópolis e Camboriú. A antecipação da data ocorreu em retaliação à transferência do traficante Rodrigo da Pedra, da Penitenciária de São Pedro, para a Penitenciária Sul, em Criciúma.

A partir desta data, os dois delegados agilizaram as investigações, identificando os mandantes das ações terroristas e os executores, integrantes do grupo que estavam nas ruas cumprindo as ordens. Eles enviaram relatório à Justiça, que concedeu 90 mandados de prisão e 97 de busca e apreensão. Cinquenta ordens de prisão eram para os mandantes recolhidos no sistema prisional. O restante dos mandados destina-se aos integrantes do PGC que estão nas ruas.Com a transferências dos líderes para presídios federais, Aldo Pinheiro D’ Ávila, não tem dúvidas que enfraqueceu a facção. mas como ninguém é insubstituível, a polícia permanecerá em alerta.

Polícia investiga série de ataques a veículos na rua

Até a madrugada desta segunda-feira, casos de incêndios criminosos foram registrados em seis municípios de Santa Catarina. De acordo com as primeiras investigações, em nenhum deles houve indícios de relação com os atentados iniciados em 30 de janeiro, a mando do PGC (Primeiro Grupo Catarinense), facção que detém o poder paralelo no sistema prisional do Estado.

A última ocorrência registrada até o momento foi em Criciúma, por volta das 5h desta segunda-feira. Uma cabine de uma carreta que estava estacionada em frente a uma empresa foi incendiada. Os bombeiros conseguiram conter as chamas antes das chamas invadirem todo o caminhão.

Foi encontrada uma garrafa de vidro, quebrada, com cheiro de gasolina próximo ao local. A Polícia Civil foi chamada para investigar o caso, mas até o momento não há informações sobre os responsáveis pela ocorrência.

Duas lixeiras foram incendiadas em São José às 4h43 desta segunda-feira na avenida Presidente Kennedy, no bairro Campinas. Quando os Bombeiros chegaram ao local, o fogo já havia apagado.

Na madrugada desta segunda-feira, em Palhoça, na Grande Florianópolis, dois homens fizeram um rastro de combustível em direção a uma empresa na avenida da Esplanada, no Bairro Pagani, por volta das 3h. O Corpo de Bombeiros esteve no local combateu as chamas. Dois veículos que estavam no local foram atingidos pelo fogo e ficaram queimados.

Em Joinville, às 23h11 deste domingo (24), um homem de bicicleta jogou um coquetel molotov em um ferro velho localizado na rua  Alois Finder, no bairro Aventureiro. Três veículos que estavam no local foram queimados.

Por volta das 22h, dois homens jogaram gasolina em um micro-ônibus de uma autoescola em Rio do Sul. Um vizinho escutou o barulho e acendeu a luz, o que afugentou os suspeitos que deixaram uma garrafa pet no local, com resto de combustível.

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 15h, em Ibirama. Um Chevette abandonado foi queimado na rua Castelo Branco, no bairro Areado. O veículo estava no terreno de Valdir Valdemiro Weinrich, de 51 anos, mas ele afirmou que não sabe quem é o dono do carro. Um computador também foi queimado no local.

Fonte: ND

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